Slow food: movimento em favor do alimento saudável

15/07/2011 às 2:41 am | Publicado em alimentação | Deixe um comentário

imagesOs restaurantes fast food e todos os males que sua comida traz à saúde fazem parte da rotina de muitas pessoas nos dias atuais, cuja falta de tempo as impede até de se alimentar de maneira adequada. É contra essa situação que o italiano Carlo Petrini fundou em 1986 o movimento Slow Food, que se tornou uma organização sem fins lucrativos em 1989, cujo objetivo é resgatar o apreço pelo momento de comer, e comer com qualidade.
A idéia básica é promover o uso de alimentos produzidos de forma sustentável, artesanalmente, respeitando tanto o meio ambiente quanto as tradições de produção. Os princípios da agricultura orgânica são aceitos e defendidos pelo movimento, como o uso de técnicas menos agressivas ao solo e a não utilização de agrotóxicos. No entanto, a produção em larga escala sem o cuidado com o manejo, como a monocultura, não tem o apoio do Slow Food.
A carne também entra nessas preocupações. Muitos animais têm a alimentação acrescida com suplementos com hormônios, coquetéis de antibióticos e outros medicamentos para induzir ao crescimento. Por isso também há o interesse em saber o que o animal comeu e como foi criado. Sustentabilidade e qualidade são as palavras-chave.
Com esses parâmetros, defende-se a produção de alimentos saudáveis, saborosos e seguros. Já existem estudos que buscam verificar a diferença nutricional entre os alimentos produzidos com as técnicas orgânicas e a as tradicionais. Alguns resultados mostram que a quantidade de vitaminas, minerais e anti-oxidantes é 50% maior nos orgânicos.
Com a utilização das técnicas adequadas é possível preservar o solo, mantendo-o equilibrado e com boa quantidade de minerais. Assim, o que for produzido ali poderá absorver mais nutrientes e se desenvolver conservando suas características naturais, sem substâncias tóxicas ou de aceleração do crescimento. Por esse motivo, os produtos orgânicos são menores, mais saborosos e nutritivos, pois não sendo manipulados a absorver água em demasia, os minerais e nutrientes ficam mais concentrados.
Estudos realizados nos Estados Unidos mostram uma diferença considerável na presença de minerais essenciais ao organismo humano no alimento orgânico, em comparação com o tradicional. A quantidade de cálcio chega a ser 63% maior, da mesma forma o ferro (73%), o magnésio (118%), o fósforo (91%), o potássio (125%) e o zinco (60%), além de uma concentração 29% menor de mercúrio. O produto convencional contém muita água, além de receber o NPK, responsável por 80% do crescimento da planta. Ela fica bonita, boa de se comer com os olhos, mas com 20% de seu peso sem nenhum nutriente.

Anúncios

Deixe um comentário »

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.
Entries e comentários feeds.

%d blogueiros gostam disto: