Médicos e Cabeleireiros

30/07/2010 às 2:00 pm | Publicado em Diversos | 1 Comentário

– Te vejo no mês que vem?
– Com certeza.
– Quer deixar marcado?
– Melhor não. Não quero prender seu horário. Depois eu ligo e marco.
Este foi meu último diálogo com um profissional que vejo quase todos os meses. Felizmente, não sofro de nenhuma doença crônica que precise de acompanhamento periódico. Nem tampouco sou hipocondríaco
ou faço exames regulares com receio de algum mal maior. Este foi apenas um fragmento de conversa com o profissional com quem corto o cabelo há mais de dez anos.
Saindo do salão, deixei um cheque no valor de R$ 44, referentes ao corte e mais 10% de gorjeta, como meu pai me ensinou: “Filho, esses profissionais ficam bem mais motivados a trabalhar se você demonstrar satisfação”.
Chegando ao consultório, me deparo com uma situação constrangedora, na qual uma paciente recusava-se a fornecer seu cartão do plano de saúde para ser feita a cobrança junto à seguradora, pois alegava que era retorno de consulta, que ela apenas tinha ido para mostrar os exames que eu pedira havia dois meses. Para contornar a situação, acabei orientando que não fosse feita a cobrança e que a atenderia assim mesmo. Afinal, poderia dar a impressão de que eu estava sendo mercenário ou que minha atitude não era digna de um médico com mais de 20 anos de formado.
Ao deitar para dormir à noite, algo me inquietava e afugentava o sono. Eu pagara R$ 44 ao cabeleireiro e, no mesmo dia, tivera recusada pela paciente uma cobrança de R$ 34 referentes a uma consulta médica
para avaliar alguns exames, que me orientariam na conduta frente a um diagnóstico de câncer e sua possibilidade de cura.
No mês seguinte, voltei ao salão para cortar o cabelo com um pouco menos de entusiasmo. Considerando o investimento em formação técnica e profissional, proporcionalmente, se eu recebo R$ 34 por uma consulta, deveria pagar não mais do que R$ 5 para cortar o cabelo. Conversando com o Lúcio, o meu cabeleireiro, ele me disse que fez um curso de um ano em escola de cabeleireiros, que vai anualmente a congressos para conhecer novas técnicas, novos produtos e se atualizar nos cortes da moda.
Realmente, fiquei orgulhoso em saber que meu profissional é um sujeito atualizado. Novamente a inquietude me tomou de assalto e não pude deixar de me comparar ao Lúcio. Certamente, ele não tem curso superior. Nem tampouco pós-graduação. No entanto, isso não o faz uma pessoa menor. Maneja muito bem a tesoura e a máquina e dá o que o cliente quer: satisfação. Valoriza seu trabalho e investe na profissão. Voltei a pensar em mim. Ele está certo. O que motiva então essa comparação entre um médico e um cabeleireiro?
Vejamos: ambos temos clientes. Os dele são mais fiéis do que os meus, pois os meus vieram até a mim por intermédio do livrinho do convênio. Os dele são 100% particulares. Nós dois cuidamos da saúde das pessoas – claro que ele cuida dos cabelos e eu do resto. Vestimo-nos de branco impecavelmente. Manejamos a tesoura com habilidade. Está certo que as estruturas que eu corto, normalmente sangram e doem, mas temos que ter certa habilidade para tanto. Em alguns momentos usamos luvas e máscaras, para nos proteger e até proteger o cliente. Trabalhamos bastante. Às vezes, temos que atender em 15 minutos, mas normalmente damos conta do recado nesse período. Precisamos de infra-estrutura como pias, cadeiras,telefone, secretária, agenda, café, revistas, sala de espera etc. Pagamos impostos sobre o serviço realizado. E quantos…
E nossas diferenças?
Bem, fiz a faculdade em seis anos, após muito estudo para enfrentar um dificílimo vestibular. Diploma em mãos, foi para a gaveta, pois nova prova era necessária para fazer uma especialidade, dessa vez com funil ainda mais apertado. Mais três anos se foram. Aos meus 27 anos de idade, eu havia passado 1/3 deles na Santa Casa de São Paulo. Daí, comecei a trabalhar como plantonista, diarista, funcionário e até professor, para finalmente montar meu próprio consultório. Clientes particulares não existem para médicos pobres mortais da minha geração. Devem estar sendo cuidados pelo Ibama, para ver se se reproduzem em cativeiro. O jeito é fazer alguns convênios, pois hoje ninguém que tenha algum recurso financeiro quer ser atendido pelo SUS. E, a julgar pelas moças bonitas e pelos homens de meia-idade esbanjando saúde que aparecem nas propagandas, o plano de saúde deve ser uma maravilha. Descobriram a fonte da juventude!
Na outra ponta estamos nós, médicos de meia-idade, recebendo valores que variam de R$ 18 a R$ 42 por consulta para decidir sobre a sua saúde, caro leitor. E não para por aí: se formos falar em cirurgias, então, a coisa fica pior. Você pode não saber, mas se o seu plano de saúde te dá direito a quarto coletivo (enfermaria), o médico que faz a sua cirurgia recebe metade do valor combinado. Você deve estar se perguntando por quê. E nós também.
Alguns exemplos: uma cirurgia comum, como a amigdalectomia, paga entre R$ 60 e R$ 85 se for plano enfermaria e – pasme! – o dobro disso se for plano apartamento. Isso você não sabia quando fez o plano, não é? E por aí vai: apendicectomias, partos, hérnias, histerectomias, tireoidectomias pagam em torno de R$ 300 a R$ 450 no melhor plano.
E você achava que seu médico ganhava bem, não é? E os pediatras, clínicos, reumatologistas, pneumologistas, cardiologistas que não fazem cirurgias? Ganham o quê? Consultas e apenas  consultas…
Detalhe importante: cada vez que eu vou ao Lúcio, eu pago. Se o paciente voltar em menos de 30 dias, o convênio não paga. Se vier uma ou dez vezes em um mês, o médico recebe apenas uma consulta. E aquela paciente não quis me deixar cobrar uma nova consulta após dois meses, para ver seus exames. Duas consultas por R$ 34 significam R$ 17 cada uma, fora os impostos.
No salão do Lúcio também tem manicure e pedicure. Mão e pé saem pela bagatela de R$ 30, mas eu não faço lá. As mulheres gastam bem mais em seus cabelos com tinturas, escovas, banhos de óleo, chapinhas etc. e nada disso sai por menos do que… uma consulta médica. Não que não devam fazer. Acho que devem se cuidar, se enfeitar e ser vaidosas, com moderação. Apenas quero alertar para o conflito de valores. Nem vou comentar sobre preço de depilação, sob pena de entrar em profunda depressão. Outros serviços, como “quick massage”, têm se popularizado nos shoppings. Meia hora por R$ 30. Sem impostos, recibos, notas fiscais, títulos de especialista, vigilância sanitária, conselho regional, associações de classe, sindicatos e convênios. E, se voltar no dia seguinte, paga de novo.
Enfim, existe o problema e muitos médicos têm vergonha de falar sobre isso. Alguns querem manter a pose de ricos e bem-sucedidos, quando na verdade estão mesmo é falidos. Eu deixei de atender convênios e parei de ter insônia por esse motivo. Agora o motivo é outro: como vou fazer para pagar minhas contas, se todos os pacientes querem passar com o “médico do convênio”?
Alexandre Hamam

Saiba o que é xenoestrogênio

30/07/2010 às 12:23 am | Publicado em mulher | Deixe um comentário
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De acordo com o nutrólogo e membro da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais Maximo Asinelli “xeno” significa estranho e “estrogênio” é o hormônio feminino. “Xenoestrogênio, também chamado de disruptor endócrino, é uma substância química que está presente nos alimentos, no ar, na água, nos ecossistemas e nos organismos vivos. Ela é estranha ao organismo, mas possui afinidade com os receptores do hormônio feminino. Ela imita o estrogênio, entra nas células e reproduz um efeito diferente que produz distúrbios e malefícios”, explica Maximo.

Alho estimula a resposta imunológica do organismo

29/07/2010 às 12:22 am | Publicado em alimentação | Deixe um comentário
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Durante o inverno as pessoas costumam ficar mais tempo em ambiente fechados para evitar o frio, o que favorece a propagação de vírus e bactérias, que por sua vez causam gripes, resfriados e infecções. Segundo o médico Maximo Asinelli, uma alimentação balanceada contribui para deixar o corpo mais forte e resistente a essas doenças. “O alho é um alimento muito importante para ser consumido durante as épocas mais frias do ano, pois ele estimula a resposta imunológica. Ele tem ação antibiótica, anti-inflamatória, antimicrobiana e antioxidante e protege o sistema cardiovascular”, assegura. Maximo ressalta que ele é benéfico também para distúrbios gastrointestinais, asma, bronquite e gripe. “Utilize o alho amassado no feijão, em sopas, temperos ou saladas”, recomenda o médico que alerta ainda que o consumo excessivo pode causar má digestão e irritabilidade da mucosa gástrica.

A energia dos figos

28/07/2010 às 12:20 am | Publicado em alimentação | Deixe um comentário
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O figo é considerado um alimento funcional – que tem componentes ativos que podem prevenir doenças e trazer benefícios à saúde. “Essa fruta não tem gordura e possui pouco sódio e apenas um figo contém 20% das necessidades diárias de fibras que o organismo precisa. Além disso, ele possui muito cálcio, sais minerais, açúcar e é considerado um alimento altamente energético”, explica o nutrólogo Maximo Asinelli. As fibras presentes no fruto ajudam a controlar o colesterol e a glicose e auxiliam o intestino. Maximo  ainda aponta outros benefícios que o figo proporciona ao corpo. “Ele também faz bem para os olhos, age como antioxidante, ajuda a prevenir o câncer e a reduzir a absorção do colesterol”. O inverno é uma boa época para o consumo de figo, já que o organismo pede mais energia e a fruta ajuda a combater a fadiga.

Homens procuram médicos por pressão da companheira

26/07/2010 às 1:53 am | Publicado em Homem | Deixe um comentário

A falta de tempo, o medo e a crença de que o sexo masculino é invulnerável a doenças são os três principais motivos que afastam os homens dos consultórios médicos. Foi o que apontou uma pesquisa realizada no ano passado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), que também revelou que 50% de seus pacientes vão ao médico apenas por pressão da esposa ou da namorada.
O receio de saber como anda a saúde pode ser prejudicial, principalmente para quem tem idade acima de 40 anos. Normalmente é nesta fase que o homem começa a passar por mudanças fisiológicas, químicas e hormonais, período conhecido como andropausa.
Segundo Maximo Asinelli, nutrólogo e membro da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais, a andropausa é caracterizada pela queda da testosterona, hormônio sexual masculino que ajuda a proteger o organismo. “Ele preserva o sistema cardiovascular, melhora a memória e a cognição, reduz o colesterol, a ansiedade e a pressão arterial”, esclarece.
A deficiência deste andrógeno desencadeia sintomas como aumento da gordura abdominal, diminuição da libido, dificuldade de ereção, perda da musculatura, hiperplasia prostática benigna (aumento da próstata), aumento do cansaço, depressão, ansiedade e perda da auto-estima. “Se não for tratado o quadro pode evoluir e uma das consequências é a osteoporose, diminuição da densidade óssea, o que aumenta os riscos de fraturas”, explica Maximo.
A produção de testosterona é diretamente influenciada pelo estado emocional e pela alimentação. Fatores como atividade física intensa, stress e o consumo excessivo de doces reduzem a sua produção. Já emoções positivas, alimentos ricos em proteína e em gordura saturada contribuem para o aumento do hormônio. O nutrólogo acrescenta que “existem suplementos que ajudam a estimular a secreção de hormônios. Além disso, a reposição hormonal tem sido uma aliada eficaz no tratamento da andropausa”.
Para o médico, quanto mais cedo o homem procurar tratamento adequado, melhores serão os resultados. “Somente uma avaliação médica rigorosa pode determinar o melhor caminho para resolver o problema. E cada caso é único, a solução para um pode não ser indicada para outro”, ressalta.

Futebol e a alimentação: a importância da hidratação vai além dos 90 minutos

24/07/2010 às 1:54 am | Publicado em Atletas, bebidas | Deixe um comentário
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A hidratação é importante antes, durante e depois dos treinos e jogos. A cada hora o jogador pode perder até dois litros ou mais de suor. Segundo o Consenso da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (2009) o ideal é que o atleta tome cerca de meio litro de água duas horas antes do exercício e durante a prática deve-se ingerir líquidos a cada 20 minutos. No geral é recomendada a reposição de 150% da quantidade perdida.
“A água mantêm a saúde e a eficiência do organismo na digestão, absorção, circulação e excreção. A hidratação deve ser feita periodicamente durante os exercícios físicos e podem ser usadas, além da água, bebidas isotônicas”, afirma o nutrólogo e membro da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais Maximo Asinelli. O médico afirma ainda que os atletas devem tomar mais de 2,5 litros de água por dia, devida a grande perda de líquidos durante os exercícios.

Futebol e a alimentação: cartão vermelho para as gorduras saturadas

22/07/2010 às 1:49 am | Publicado em alimentação, Atletas | Deixe um comentário
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A gordura é considerada uma das principais fontes de energia durante os exercícios físicos e é utilizada para poupar o uso do glicogênio muscular. Além disso auxilia na absorção de vitaminas lipossolúveis (A,D, E e K), produz hormônios, protege e isola órgãos e tecidos e fornece saciedade.
“As gorduras devem ser consumidas com moderação para não prejudicar o desempenho do atleta, já que possuem absorção demorada. O ideal é que o consumo não ultrapasse 30% do valor energético total diário”, ressalta o nutrólogo Maximo Asinelli. O médico acrescenta ainda que existem as gorduras saturadas e as insaturadas. As saturadas são encontradas em alimentos como carnes, derivados de leite, bolos, salgadinhos, bolachas recheadas e sorvetes. Ela faz mal a saúde e deve ser evitada. Já as insaturadas são mais saudáveis e podem ser encontradas na forma líquida como os óleos de soja, oliva e girassol.

Futebol e a alimentação: as proteínas como titulares

21/07/2010 às 1:46 am | Publicado em alimentação, Atletas | Deixe um comentário
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As proteínas servem para construir e reparar os músculos, tecidos, células e auxiliam na produção de anticorpos, enzimas e hormônios. É importante que o jogador reduza a quantidade de tecido gorduroso e aumente a massa magra (músculo) para ter uma boa performance dentro do campo. Isso também vai contribuir para melhorar a capacidade respiratória e a condição física.
O nutrólogo Maximo Asinelli explica que alimentos como carnes, ovos, leite e derivados, feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, nozes e castanha são ricos em proteínas. “Caso não haja a reposição através da alimentação pode haver comprometimento do processo normal de síntese protéica, o que leva a perda muscular e a queda do desempenho durante um jogo”, esclarece.

Futebol e a alimentação: em campo os carboidratos

20/07/2010 às 1:44 am | Publicado em alimentação, Atletas | Deixe um comentário
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Para evitar danos corporais durante a prática de uma atividade física é imprescindível que o músculo esteja com sua capacidade máxima de energia. E para produzir o glicogênio muscular, primeira e principal fonte de energia utilizada durante os exercícios físicos, o consumo de carboidratos antes, durante e depois é fundamental.
Segundo Maximo Asinelli, nutrólogo e membro da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais, o consumo diário de carboidratos na dieta dos jogadores deve ser de 60 a 70% do valor energético total. “São encontrados em alimentos como pães, massas, cereais, batata, arroz, frutas, mel, entre outros. Sua função é fornecer a energia necessária para o corpo realizar as atividades”, afirma Maximo.

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